quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O que acontece quando você fica elogiando a inteligência de uma criança

Gabriel é um menino esperto.
Cresceu ouvindo isso.
Andou, leu e escreveu cedo.
Vai bem nos esportes.
É popular na escola e as provas confirmam, numericamente e por escrito, sua capacidade.
“Esse menino é inteligente demais”, repetem orgulhosos os pais, parentes e professores. “Tudo é fácil pra esse malandrinho”.
Porém, ao contrário do que poderíamos esperar, essa consciência da própria inteligência não tem ajudado muito o Gabriel nas lições de casa.
- “Ah, eu não sou bom para soletrar, vou fazer o próximo exercício”.
Rapidamente Gabriel está aprendendo a dividir o mundo em coisas em que ele é bom, e coisas em que ele não é bom.
gabriel3
A estratégia (esperta, obviamente) é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.
Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima do pequeno Gabriel faz um… crack.
Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.
Inconscientemente ele se assusta com a possibilidade de ser uma fraude, e para protegê-lo dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma medida evasiva de emergência: coloca o rótulo dourado no colo, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.
A imagem do “Gabriel que faz tudo com facilidade” , a do “Gabriel inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira.
Gabriel não está sozinho. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.
Nos últimos 10 anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.
Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.
Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein!) e outros, pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer hein!”).
Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente.
A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.
A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente.
Influenciados por apenas UMA frase.
O diagrama abaixo mostra bem as diferenças de mentalidade e o que pode acontecer na vida adulta.
graf
O Malcom Gladwell tem um ótimo livro sobre a superestimação do talento, chamado “Fora de Série” (“outliers”). Lá aprendi sobre a lei das 10 mil horas, tempo necessário para se ficar bom em alguma coisa e que já ensinei pro meu filho.
Se você tem um filho, um sobrinho, ou um amigo pequeno, não diga que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente.
Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.
UPDATE : Apenas alguns esclarecimentos a alguns dos comentários…
01. Não, eu não estou dizendo para não elogiar as crianças. E não, também não estou dizendo para você nunca dizer para o seu filho que ele é inteligente. É apenas uma questão de evitar o RÓTULO.
02. Evidentemente não sou o autor dessa tese/teoria, muito menos desse estudo citado no post. Escrevi justamente SOBRE essa linha de pensamento. Quem escreveu essa teoria foi Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success(http://news.stanford.edu/news/2007/february7/dweck-020707.html) como foi citado acima e nos comentários também.

domingo, 15 de setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Contatos


(19) - 3817-0793
(19) - 9 - 9812-9120
diretoria.play@gmail.com












.

Entenda o ritmo de crescimento do bebê

Os pais precisam respeitar o amadurecimento da criança desde o nascimento 
Crescimento do Bebê
Por mais que os pais possam querer apressar os pequeninos para a próximafase de desenvolvimento, a maioria delas seguem o mesmo crescimento geral e padrão que não pode ser mudado muito.
Especialistas em desenvolvimento infantil dizem que não é possível uma criança progredir para um novo estágio de desenvolvimento antes que ele ou ela esteja pronto para isso. O progresso pode ser diferente por semanas ou até meses entre as crianças da mesma idade. Enquanto ela progride e desenvolve novas habilidades com o tempo, então ele ou ela está indo bem, mesmo se uma etapa é pulada.
Então, se uma criança desmama antes, ou diz apenas uma palavra, ou grita quando a mãe sai da sala, ou pula e rasteja para andar, os pais devem entrarem pânico?
Nem um pouco. As crianças estão programadas para aprender e crescer. O trabalho dos pais, conforme a Academia Americana de Pediatria (AAP) afirma, é nutrir, incentivar e proporcionar um ambiente estimulante.
Esqueça o que os irmãos ou a criança do vizinho fizeram na mesma idade. Cada uma delas são como impressões digitais: não existem duas iguais.
AAP oferece os seguintes marcos de desenvolvimento e as diretrizes para os pais. O grupo de autores ressalta que os marcos descritos nem sempre coincidem com o seu filho.
Nascimento até 2 meses
O bebê vê rostos e padrões geométricos simples e reconhece a voz da mãe. Tem “aperto”, ou seja, reflexo para segurar o que é colocado na mão, segue objetos em movimento com os olhos e sorri. O sorriso social (aquele de bebê recém-nascido) marca uma conexão significativa de nervos. É um sinal importante da função mental superior. Isso significa que o bebê pode diferenciar entre ele e o meio ambiente em que a socialização começou.
3 meses a 5 meses
O bebê move braços e pernas igualmente bem, emite sons e aprende confiança.
6 meses
O bebê brinca com as mãos, tenta pegar os objetos, ri alto e rola. Quando é hora de seu filho dominar uma nova habilidade, como rolar, o ímpeto inato dele combina com o desenvolvimento neurológico e interligações dos neurônios. Esses elementos, auxiliados por um ambiente estimulante, podem significar o sucesso do desenvolvimento.
9 meses a 1 ano
A criança vira a cabeça em sons baixos, pode suportar o peso nas pernas e ficar de pé sem se apoiar, segura a mamadeira e experimenta a “ansiedade de separação”. Isso ocorre quando o cuidador deixa o bebê momentaneamente. Na mente dele, o responsável não existe mais e ele chora inconsolavelmente. Brincar de esconde-esconde é uma boa maneira de ajudar o bebê passar por essa fase, pois ele precisa aprender que pessoas e objetos existem mesmo que não possam ser vistos.
12 meses a 18 meses
A criança faz sons como “ma-ma” ou “da-da”, rasteja, puxa-se para cima e se apoia em móveis para andar. A força do bebê ajuda a desenvolver a coordenação muscular e, a sincronia com o desejo inato de se mover do ponto A para o ponto B, faz com que ele consiga andar.
18 meses a 2 anos
A criança entra em uma sala sem assistência, diz pelo menos duas palavras, tira os sapatos, alimenta-se e bebe a partir de um copo. Essas tarefas complicadas requerem olho preciso e coordenação das mãos.
2 a 2-1/2 ano
A criança diz pelo menos três palavras (além de “ma-ma” e “pa-pa”), corre sem cair, começa a ter controle intestinal e da bexiga, e experimenta a necessidade de explorar. Os cientistas chamam esse período de domínio, popularmente conhecido entre os pais de os “terríveis dois anos”. Os responsáveis passam a colocar bloqueio nas janelas e nas escadas, porque a criança não tem autodisciplina suficiente para resistir à tentação de escalar, saltar e explorar.
Crescer e aprender são tarefas complexas e, enquanto as crianças passam pelas grandes mudanças físicas e mentais, os obstáculos são geralmente temporários. Com paciência, os pais podem gerir com sucesso o bebê e torná-lo um jovem habilitado para ser um adulto saudável.
Por: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Academia Americana de Pediatria (AAP)

A responsabilidade dos pais no tempo de TV dos filhos

O comportamento dos responsáveis diante da televisão pode muito bem influenciar o das crianças
Crianças e o tempo gasto na TV
Sempre se ouve que as crianças assistem televisão demais e não brincam ao ar livre. A quantidade de tempo que elas (e os adolescentes) passam em frente à TV pode ter a ver com os hábitos dos pais, as regras com relação ao contato com a mídia e a localização dos aparelhos dentro de casa. Isso é o que pontua um estudo publicado na edição de agosto da revista Pediatrics.
No estudo, foram entrevistados 1.550 pais com filhos de até 17 anos. Os pesquisadores perguntaram a eles sobre a quantidade de tempo em frente à TV e aos programas de computador. Isso incluiu o número de aparelhos que havia em casa, especialmente nos quartos, até mesmo os cômodos com computadores com acesso à internet. Os responsáveis pelo estudo também perguntaram sobre o tempo de tela dos filhos, bem como as regras da família e sobre a quantidade de tempo gasto na frente da TV.
Em média, os pais passaram quatro horas por dia assistindo televisão. Aqueles com maior quantidade influenciava o tempo de tela das crianças. Restrições em torno da TV resultaram na redução entre crianças dos 6 aos 11 anos de idade.
Muitos pais deram permissão para que os filhos adolescentes pudessem concluir o inquérito sobre o tempo assistindo TV como parte do estudo. Eles relataram a quantidade média diária: quase uma hora a mais de duração sobre o que os pais haviam estimado.
Os pesquisadores descobriram que o tempo vendo TV dos pais tinha uma conexão mais forte com o de visualização das crianças. Isso em comparação com outros fatores, tais como regras sobre limites de tempo, se haviam televisores nos ​quartos e a co-visualização. Cada hora diante do televisor dos responsáveis resultou em quase meia hora adicional com relação ao tempo dos filhos.
Os autores concluem que esta informação é útil para os esforços na educação sobre o tempo de tela, além de reforçar a recomendação de que “os pais devem ser bons modelos de mídia”.
Portanto, antes de criticar a criança, veja se o seu exemplo contribui para ela ficar menos tempo na frente da TV.
Por Dr. José Luiz Setúbal

O brincar nos primeiros anos de vida

Alguns pais podem não saber, mas há inúmeras atividades que ajudam a entreter as crianças
Brincando com o bebê
Embora todas as crianças sejam diferentes, elas podem desfrutar de brinquedos e de interações que podem ser feitas da seguinte forma:
Do nascimento até um mês:
• Pendurar objetos coloridos perto do bebê;
• Pendurar móbiles preto e branco.
O que você pode fazer como um pai:
• Cantar e falar com o bebê;
• Tocar música;
• Embalar o bebê e levá-lo para passear.
Os bebês de 2 a 3 meses gostam de:
• Objetos brilhantes;
• Quadros e espelhos;
• Chocalhos;
• Balanço infantil;
• Passeios de carro.
O que você pode fazer como um pai:
• Cantar e falar com o bebê;
• Tocar música;
• Embalar o bebê e levá-lo para passear.
Os bebês de 4 a 6 meses gostam de:
• Objetos brilhantes e coloridos;
• Segurar brinquedos;
• Chocalhos ou campainhas;
• Oscilações (balanços) e carrinhos.
O que você pode fazer como um pai:
• Converse com o bebê;
• Incentive o bebê a engatinhar e a sentar.
Os bebês de 6 a 9 meses gostam de:
• Brinquedos grandes com cores brilhantes que se movem;
• Brincar de esconde-esconde.
O que você pode fazer como um pai:
• Chame o bebê pelo nome;
• Fale claramente com o seu filho e estimule diferentes sons;
• Nomeie partes do corpo, alimentos e pessoas;
• Diga à criança comandos simples (segure, pegue);
• Comece dizendo palavras que demonstrem o que você faz;
• Incentive o bebê a engatinhar ao colocar brinquedos fora do alcance dele.
Os bebês de 9 a 12 meses gostam de:
• Olhar para livros;
• Ouvir sons de animais;
• Brinquedos de grande porte que podem ser empurrados e puxados.
O que você pode fazer como um pai:
• Leve o bebê para diferentes lugares e passeios;
• Jogue bola com o bebê;
• Leia para o bebê;
• Diga os nomes das partes do corpo para o bebê.
Brinquedos para crianças:
Nascimento até aos 6 meses:
• Móbiles;
• Espelhos que não quebram;
• Caixas de música;
• Sinos e chocalhos;
• Animais empalhados;
• Balanços;
Os bebês de 6 a 12 meses gostam de:
• Blocos;
• Brinquedos de cores vivas;
• Livros;
• Bolas;
• Copo e colher;
• Jack-in-the-box;
• Chocalho;
• Brinquedos de dentição;
• Brinquedos que podem ser empurrados e puxados.
Por Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Archildrens