quinta-feira, 12 de setembro de 2013










Festa de Aniversário
com Esquibunda de sabão


Faça de sua festa um sucesso.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Folder


10 Segredos dos Mágicos de Sucesso


Em primeiro lugar quero dizer a todos que sou um admirador da Arte Mágica a mais de 10 anos, e que com o passar do tempo percebi certas... digamos diferenças ou qualidades que diferenciam um "mágico comum" de um Mágico de Sucesso.
Porque um mágico nascido em família de mágicos as vezes não consegue ter sucesso e em contra partida porque aquele humilde mágico sem descendência da arte decolou com sucesso? Porque ele é tão conhecido e requisitado por todos para se apresentar em Shows de TV e Grandes Eventos?
Será que o mágico comum não executa os truques de mágicas com presteza?  Nada disso !!! Ele treinou seus truques e sabe realiza-las tão bem quanto o Mágico de Sucesso. Mas qual a diferença então? Por que o Mágico de Sucesso nos atrai com tanto fascínio que ficamos identificados quando ele se apresenta?
Uma das resposta está no Mistério !!! Quando vemos um mágico de sucesso fazendo seus truques de mágica em uma apresentação seja na tv, circo, teatro, ou qualquer outro evento a primeira impressão que ele nos passa é de uma confiança inquebrantável em si mesmo e de um Mistério absoluto.
O mundo respeita aqueles que não entende, "o rio profundo é silencioso". O verdadeiro Mágico de Sucesso tem que ser Misterioso. O Mágico não tem que ser um Charlatão se passando por um ser miraculoso com poderes ocultos. O verdadeiro Mágico que almeja a chegar ao topo do sucesso não esconde que realiza truques de mágica, mas pelo seu clima de mistério o público fica encantado como se fosse uma verdadeira magia.
Mas como conseguir este efeito maravilhoso e encantador do Mágico de Sucesso?

Veja agora os 10 Segredos dos Mágicos de Sucesso


 1ª - "Mistério" Nunca revelar o segredo das mágicas é uma regra básica conhecida pelos mágicos. Mas...você pode Pensar: Poxa! eu estou começando agora e seria antipático de minha parte negar o segredo para meus melhores amigos e também preciso agradar meus amigos contando alguma mágica para que eles não fiquem descontente comigo. Engano seu, aí está um dos erros do iniciante aos truques de mágica, pois quando você conta o segredo de uma mágica, você e a mágica perderam o mistério, o encanto e a atração pelo mágico e outro problema também é que da próxima vez eles poderão te desrespeitar quando você estiver executando uma mágica na frente de outras pessoas, não por maldade, mas por impulso de se aparecer a todos.
 2ª - "Estilo Próprio", Ser mágico é se vestir como mágico, defina seu estilo, clássico, hindu, popular, japonês, cômico etc. O importante é você incorporar o seu personagem e se vestir bem, mas procure se diferenciar dos outros.
 3ª - "Seja ousado" Se você quer ser um mágico de sucesso seja ousado, um ex: se você aprendeu uma mágica clássica com moedas adapte para um anel ou outro objeto, o segredo do truque não muda, mas com isto você se destacara dos outros mágicos
4ª - "Acredite em você" Para ser um mágico de sucesso você precisa acreditar em você, é preciso ter postura de mágico"  vista-se, haja e pense como como um grande mágico, acredite em seu potencial".
 5ª - "Estudar é a obrigação do Mágico " Estudar não apenas a arte mágica, mas todos os assunto possíveis. Lembre-se que você tem que saber mais que todos, tem que estar preparado para ser o melhor do melhor, assim você será diferenciado e admirado por todos.
 6ª - "Surpreenda" Nunca conte o que vai fazer, " Ser mágico é ter a profissão da surpresa, se você premedita o que vai acontecer perde o impacto e e o encanto e leva o seu público para ficar mais atento e com isto também o truque da mágica fica mais vulnerável a ser descoberto.
7ª - "Disciplina" O Mágico de Sucesso treina muito antes de executar um truque. Treinar é  uma das "virtudes do Mágico de Sucesso" A prática leva o Mágico a ter auto-confiança e com isto reforça o clima de mistério e evita erros e a perda do segredo do truque. Ser mágico é ter DISCIPLINA, é preciso treinar em frente ao espelho todos os dias, e não desanimar, o espelho não mente jamais.
 8ª - "Não repita" o mesmo truque de mágica duas vezes em seguida por que com isto você armaria o publico para ficar mais atento vindo a descobrir o segredo da mágica. A surpresa e o mistério é a qualidade que você deve manter.
 9ª - "Mire as estrelas" tenha em mente que existe um poder criador dentro de você por isto imagine-se umMágico de Sucesso, sinta-se como, viva esta realidade, não com tristeza por que ainda não é, mas com a felicidade de que está no caminho certo para em breve ser, e deixe as coisas acontecerem naturalmente.
 10ª - "Humildade" aprenda observando os mágicos de sucesso, como eles  trabalham, admire os movimentos, os diálogos, o bom humor, seus conselhos, pois eles já trilharam o mesmo caminho que você está trilhando agora. Aprenda Mágicas e tudo sobre o assunto, leia livros, faça curso de mágicas, pesquise, invista em você, seja o melhor do melhor!!!
Espero ter ajudado e desejo a todos muito Sucesso !!!

Ser mágico é guardar um segredo, que todo mundo quer saber!

Participação Especial


Participação especial no Show de Adriana Voltan! Festival de Inverno / Amparo 2013

Recreação, uma breve História

O termo Recreação é hoje passível de análise por muitas óticas diferente. Para Uvinha (2004), “A recreação pode significar muitas coisas para muitas pessoas. É uma palavra que é reconhecida, em uso comum, e ainda é raramente definida de forma clara. Para alguns, ela pode ser usada intercambiando com o conceito de ‘lazer’; para outros, ela tem conotação mais específica, que define e distingue uma distinta área comportamental.” (4)
Aqui optaremos por distinguir a Recreação de maneira bem específica, como uma manifestação cultural que se caracteriza por divertir e entreter o indivíduo que dela participa. É por essência uma prática lúdica onde a participação busca ser prazerosa e produzir no individuo ou na sociedade um movimento de mudança positiva, de renovação, um revigorar da mente ou do corpo, ou ainda de ambos.(6)
Em seus estudos Silveira propõe que "uma vivência recreativa típica sugere ser conduzida ou promovida por um profissional especialista ou instituição recreativa, e pode ter objetivo puro de diversão e entretenimento, bastando-se em si mesma, assim como pode visar um ganho adicional, intelectual, social, emocional, terapêutico, físico, entre outros." (7)
A prática recreativa não é algo que possa ser pré-definida por um período do dia, por um tema ou por um local e não está relacionado a um fazer em específico. Está mais relacionado a uma motivação, ao que leva o indivíduo àquela prática ou vivência, assim como a abordagem lúdica e prazerosa no transcorrer destas. Na prática, o que para muitos pode ser trabalho, ou estudo, para outros pode ser recreação, por exemplo, para um músico profissional tocar um instrumento ou estudar partituras é trabalho. Este mesmo músico pode passar divertidas horas pescando e se recreando. Para um pescador profissional, por outro lado, pescar é trabalho sendo que talvez tocar um instrumento ou estudar uma partitura é que possa garantir-lhe boas horas de recreação!
Para melhor compreender a recreação talvez valha a pena entender melhor também os termos que, por afinidades, cercam esta área e se relacionam intensamente com ela.
História da Recreação
Segundo Gomes e Elizalde (2012), a principal abordagem remete, inevitavelmente, aos Estados Unidos. Para compreender a recreação como um fenômeno social/educativo é necessário retroceder ao final do século XIX, quando ocorreu uma ampla difusão do recreacionismo. Essa proposta propiciou a sistematização de conhecimentos e metodologias da intervenção para crianças, jovens e adultos. Esses conhecimentos fundamentam-se na sistemática da recreação dirigida, que fomentou a criação de espaços próprios para a prática de atividades recreativas consideradas saudáveis, higiênicas, moralmente válidas, produtivas e vinculadas à ideologia do progresso.
Ressaltamos que os fundamentos aqui destacados indicam as raízes da recreação institucionalizada, e não a dos divertimentos e das experiências recreacionais que sempre integraram as culturas humanas. É importante esclarecer esse aspecto, porque muitas vezes se observa uma tendência a confundir a história das manifestações culturais lúdicas com a história das propostas de recreação que foram sistematizadas e institucionalizadas nos Estados Unidos.
Baseando-se nos estudos de R. V. Russell, Salazar Salas salienta que a recreação foi constituída nos Estados Unidos a partir de duas frentes que promoviam o jogo para a população infantil e que foram crescendo e envolvendo os governos locais e nacional, assim como pessoas que formaram organizações, buscaram fundos e escreveram textos com o seguinte objetivo:
(...) educar as pessoas a usar positivamente seu tempo livre. A filosofia dessa época era ajudar as pessoas mais necessitadas e sem educação. É por isso que a filosofia e a missão original da recreação estadunidense se centraram em oferecer atividades que enriquecessem e melhorassem a qualidade de vida das pessoas participantes.
Uma dessas frentes foi caracterizada pela criação de Hull Houses, que eram casas comunitárias encarregadas de oferecer diversos serviços sociais: aulas, informações relacionadas aos direitos civis e ao trabalho, serviços de enfermagem e atividades recreativas, baseadas no desenvolvimento de jogos para as crianças menores, esportes, clubes sociais para crianças e adolescentes, programas culturais para as pessoas adultas. A autora ressalta que a primeira Hull House foi criada por Jane Addams e Ellen Starr, sendo a iniciativa desenvolvida em Chicago e tendo sido fundadas mais de 300 em outras cidades. Nessa Época, os Estados Unidos passavam por um intenso processo de industrialização e de urbanização, havendo poucas áreas livres para o desenvolvimento de atividades recreativas.
A outra frente que constitui as origens da recreação norte-americana está relacionada com a criação de playgrounds, que posteriormente serviram como modelo para os centros de recreação, praças de esportes e jardins de recreio difundidos por vários países latino-americanos.
Procurando contribuições nas experiências e nos conhecimentos produzidos na Europa, o primeiro playground dos Estados Unidos, criado no ano de 1885, foi inspirado nos parques infantis de Berlim, na Alemanha. Em 1925 já existiam 8.115 centros de recreação (nova denominação dada a esses espaços), sendo criados 635 apenas no ano de 1924, quando 80 cidades realizaram 123 acampamentos de verão para crianças e jovens. A grande repercussão do recreacionismo inaugurou um novo estilo de vida nos Estados Unidos, fomentando novas frentes de formação e de atuação profissional, estruturando assim as bases da recreação como um serviço a ser prestado. Com a ajuda de instituições como a Young Men’s Christian Association (YMCA) – Associação Cristã de Moços (ACM) na língua portugesa –, nas primeiras décadas do século XX o recreacionismo foi difundido rapidamente por diversos países, alcançando especialmente a América Latina.1
No Brasil
Baseado em Gomes e Elizalde (2012), no Brasil, os registros do brasileiro Frederico Gaelzer, feitos nas primeiras décadas do século XX, são uma das evidências dessa afirmação. Com o apoio da ACM de Porto Alegre/Brasil, Gaelzer passou um longo período nos Estados Unidos (1919-1925) se qualificando em educação física, esporte e recreação. No relatório escrito por Gaelzer, enviado aos diretores da ACM de sua cidade, com data de 16/09/1919, o autor destaca que os 800 participantes dos cursos ministrados pela YMCA, em Chicago, estavam reunidos pacificamente sob o mesmo ideal. Os participantes desses curós, segundo Gaelzer, eram de 25 nacionalidades diferentes, sendo todos possuidores da mesma moral pura e sã requerida pela ACM.
Muitos desses 800 participantes deveriam ser latino-americanos, contribuindo de forma decisiva para a difusão da recreação por diversos países da América Latina. Obviamente, muitas práticas recreativas como os jogos e outras formas de diversão já existiam, mas nesse momento, foram sistematizadas como parte integrante de um conceito de recreação elaborado nos Estados Unidos.
É necessário esclarecer que, em suas origens norte-americanas, a recreação dirigida foi vista como uma estratégia educativa essencial para promover, sutilmente, o controle social. Nesse processo, foi amplamente difundida a idéia de que a recreação poderia preencher, racionalmente, o tempo vago ou ocioso com atividades consideradas úteis e saudáveis do ponto de vista físico, higiênico, moral e social. Com isto, a recreação foi considerada essencial para a formação de valores, hábitos e atitudes a serem consolidados, moralmente válidos e educativamente úteis para o progresso das sociedades modernas. Em um primeiro momento, o desenvolvimento de eventos, políticas, programas e projetos recreativos foi, e muitas vezes ainda continua sendo, direcionado principalmente aos grupos sociais em situação de risco ou de vulnerabilidade social, procurando a redução de conflitos sociais e da delinqüência, a manutenção da paz e da harmonia social, assim como a ocupação positiva e produtiva do tempo ocioso.
Além disso, muitos programas de recreação visavam preencher as horas vagas das crianças, jovens, adultos e idosos, colaborando com a constituição de corpos disciplinados, obedientes, aptos, produtivos e vigorosos. Nessa perspectiva a recreação, em muitas ocasiões, acaba sendo usada como estratégia para esquecer os problemas gerados pela lógica excludente que impera nas realidades latino-americanas. Por sua vez, as diversas acepções da palavra recreação são fundamentadas na área de pedagogia, psicologia e, sobretudo, na educação física. Essa última área, ao lado do esporte, é a mais associada à recreação, tanto na vida cotidiana como nos estudos, cursos, propostas da formação sobre o tema, campo de atuação profissional no setor privado, nas organizações de terceiro setor e também no âmbito das políticas públicas de vários países latino-americanos. 2
Recreação e Ludicidade
É importante entender que uma vivência recreativa sempre será lúdica. Entretanto um elemento lúdico nem sempre faz parte do universo da recreação.(6) Vamos entender melhor esta relação:
Lúdico, segundo Freinet (1998) pode ser apresentado como:
(...) um estado de bem-estar que é a exacerbação de nossa necessidade de viver, de subir e de perdurar ao longo do tempo. Atinge a zona superior do nosso ser e só pode ser comparada à impressão que temos por uns instantes de participar de uma ordem superior cuja potência sobre-humana nos ilumina. (5 - pg.304)
Deste modo o lúdico não está relacionado a uma vivência, dinâmica, experiência ou prática, mas a uma sensação, a um estado de espírito, a uma condição humana. Podemos ter por exemplo, uma parede lúdica, pelo simples fato desta parede transmitir a quem olha uma sensação agradável, divertida, sedutora. Podemos ter em um cardápio de um restaurante, pratos lúdicos, por sua apresentação colorida, criativa, estimulante. Podemos, dentro da mesma linha de raciocínio ter um carro lúdico, uma roupa lúdica, um livro lúdico, mesmo que estes elementos não criem uma prática vivencial. Do mesmo modo podemos também ter jogos lúdicos, aulas lúdicas, palestras lúdicas, programas de TV lúdicos, uma gestão lúdica de uma empresa, etc... Deste modo o lúdico também faz parte do universo do lazer, do entretenimento, da decoração, da arquitetura, da educação, entre outros.
Ao mesmo tempo o lúdico traça um paralelo muito forte com a recreação uma vez que todo programa recreativo deve ser, obrigatoriamente, lúdico!
Recreação e Lazer
A Recreação é comummente apresentada de maneira ligada à área de lazer quase como se o binômio “Recreação e Lazer” possuísse um significado único. Isto talvez ocorra por ambas às áreas possuírem características comuns como o componente lúdico, a busca da satisfação pessoal, a flexibilidade nas regras. Mas recreação e lazer não estão restritos um ao outro, embora muitas vezes encontraremos vivências que pertencem às duas áreas. (6)
Podemos apontar casos como a ação de ler um livro, degustar um bom vinho, visitar uma exposição de pinturas, de flores, ou de carros, ouvir música, ir a uma festa, conversar com os amigos ou frequentar redes sociais, entre muitas outras, que podem se caracterizar como atividades de lazer, sem que sejam, por definição, atividades recreativas.
Igualmente podemos encontrar uma gincana cultural ocorrendo em meio a uma aula escolar, um concurso de leitura, uma visita guiada a um museu, um “outdoor training” gerencial de uma empresa, entre outras, que podem se caracterizar como atividades recreativas, sem que sejam atividades de lazer.
O que diferenciam os estes exemplos daqueles, é que os primeiros ocorrem em horários descompromissados, tempos livres, disponíveis, onde não há tarefas obrigatórias por se fazer. São atividades do universo de escolhas do indivíduo, onde ele participa, sozinho ou em grupos, de atividades que escolheu por decisão própria e destituído de qualquer compromisso financeiro, profissional, social ou educacional. Já nestes exemplos recreativos, as atividades ocorrem dentro de um período que pode ser ou não compromissado. Gincanas escolares, treinamentos gerenciais ocorrem respectivamente em um horário determinado para a educação ou para o trabalho, por exemplo. Não são horários de lazer. Mas podem também ocorre vinculados ao lazer, de maneira voluntária e descompromissada. Neste caso o que diferencia o lazer da recreação é que esta deve ser planejada, ser conduzida ou proposta por um profissional, equipamento ou entidade recreativa, enquanto que aquela pode ocorrer espontaneamente. A recreação é uma vivência intencional, existe um objetivo em sua prática, e este objetivo deve ter sido elaborado por um profissional competente para tal. Este objetivo pode ser intelectual, emocional, social, assim como pode ser a diversão, o entretenimento por si só.
Silveira (2011) observa ainda em relação ao lazer a necessidade do levantar os aspectos do dito “lazer ilícito” que está relacionado à práticas ilegais sob ponto de vista da legislação de um determinado país. No Brasil, por exemplo, o uso de drogas, rachas de automóveis, rinhas de animais, prostituição, jogos de azar, entre outros, são práticas de lazer consideradas ilegais. Apesar de proibidas pela lei do país, são amplamente realizadas por indivíduos, individual ou coletivamente, em todo o território nacional. Estas práticas são voluntárias, ocorrem em um momento da vida não comprometido e visam o prazer do participante, o que caracterizam atividades típicas de lazer. Não entraremos aqui em uma discussão moral, ética, política ou legal. Gostariamos porém de apresentar que este caráter ilícito não permite a caracterização de tais práticas como recreativas, uma vez que não condizem com a proposta de crescimento individual ou social, de revigorar das forças, de revitalizar, que são característicos do trabalho recreativo. Igualmente se tornam incopatíveis com a necessidade de objetivos elaborados por um profissional, que também é essência do trabalho recreativo. Como pode um profissional idealizar, planejar e implementar uma proposta ilicita?!
Recreação e Ócio
Já o vínculo do ócio com a recreação já se apresenta de maneira mais truncada.
Embora o termo “ócio” possa apresentar significados diferentes em outros idiomas e países, no Brasil é geralmente relacionado ao não fazer nada, ao descanço, à contemplação, até mesmo àpreguiça. Está intimamente ligada ao lazer e a opção pessoal pela não atividade, contando com um investimento de tempo em momentos mais intimistas.
Deste modo, é raro vermos profissionais planejando a recreação baseada predominantemente no ócio. Apesar disto, momentos de contemplação, reflexão, relaxamento e descanço fazem parte de muitos programas recreativos, comtemplando o vínculo destas áreas de estudo. (6)
Recreação, Atividade Física e Esporte
A recreação teve como um de seus berços a Educação Física e talvez por isto ela hoje ainda se encontre tão relacionada às atividades físicas e aos esportes. Entretanto estas relações também não são umas de suas limitantes. Pelo contrário, tanto esportes, como o futebol, voleibol, baseball, etc, como atividades físicas, como correr, pular, lançar, chutar, etc, sempre se apresentaram como grandes elementos que compõem a prática recreativa, juntamente com a música, a dança, as artes em geral, a preservação ambiental, as bases terapêuticas, o convívio social, o relaxamento, a contemplação, a linguagem, entre outros assuntos de grande importância para o contexto recreativo.
Disto, podemos dizer que também o esporte e a atividade física fazem parte do universo da recreação, assim como a recreação muitas vezes faz parte do universo dos esportes e da prática física, sem, no entanto, se caracterizarem como áreas comuns (mas sim afins). (6)
Recreação, Jogo e Brincadeira
Assim como o esporte e a atividade física, o jogo e a brincadeira representam parte importante do escopo da recreação, mas esta não se basta naqueles.
O jogo é estratégia importante para alguns momentos onde se visa o trabalho com regras, o desenvolvimento coletivo, o desempenho em equipe, o aprender a ganhar ou perder, entre outros conteúdos recreativos.
A brincadeira por sua vez se incorpora com constância na recreação, por seu contexto lúdico e divertido.
Entretanto existem jogos não recreativos, como as competições esportivas e os jogos de azar, por exemplo. Assim também existem brincadeiras que não são recreativas como a brincadeira de satirizar um amigo, as brincadeiras de “mau gosto” como “passar o pé” no colega de sala, colar um bilhete nas costas de um colega com frases negativas, entre outras. (6)
Referência Bibliográficas
·         SCHWARTZ, Gisele Maria, Recreação e Lazer, Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2004.
·         MARINHO, A. - A educação ao ar livre e o aprendizado sequencial: possibilidades de vivência na natureza, CONBRACE - Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte, 13, Caxambu (MG), Anais... Caxambu, 2003, CD-ROM
·         MARINHO, A - Atividades recreativas e Ecoturismo: a natureza como parceiraa no brincar, (capítulo de (1))
·         UVINHA, Ricardo Ricci, Atividades Recreativas e Turismo: Uma relação de qualidade, (capítulo 2 de (1))
·         FREINET, Célestin. A educação do trabalho. 1ª ed. São Paulo-SP : Martins Fontes, 1998;
·         SILVEIRA, Ronaldo Tedesco. O profissional da Recreação. Recreação Magazine, ISSN 2179-572x, disponível em <www.recreacaomagazine.com.br>, acesso em 10 jan 2012.
·         CELEIRO. Recreação. disponível em <www.projetoceleiro.com.br> acesso em 10 jan 2012.

·         GOMES, C., ELIZALDE, R. Horizontes Latino-americanos do Lazer/Horizontes 

A Nobre arte de "SER PALHAÇO"


A origem do Palhaço?

Pesquisas feitas com pinturas de cerca de 5.000 anos na China, mostram algumas figuras de acrobatas e equilibristas. A partir dessa descoberta, surge a hipótese de que o circo tenha nascido em terras chinesas. Outra evidência disso é que na época, os guerreiros utilizavam a acrobacia como forma de treinamento para dar mais agilidade e força durante as guerras.
Na Grécia, eles eram chamados de stupides e os cicirus, depois vieram as denominações, os bobos da corte, grotescos, saltimbancos, e os fools.

Na commedia dell'arte apareceram, de certa forma, resquícios da dupla de cômicos, os zanni, servos da commedia dell'arte, cuja relação se aperfeiçoará nos palhaços. A eles cabia a tarefa de provocar o maior número de cenas cômicas, por suas atitudes ambíguas e suas trapalhadas e trejeitos. Existiam dois tipos distintos de zanni: o primeiro fazia o público rir por sua astúcia, inteligência e engenhosidade. De respostas espirituosas, era arguto o suficiente para fazer intrigas, blefar e enganar os patrões. Já o segundo tipo de criado era insensato, confuso e tolo. Na prática, porém, havia uma certa "contaminação" de um pelo outro. O primeiro zanni é mais conhecido como Brighella, e o segundo como Arlecchino.

O palhaço, como conhecemos, surgiu junto com a formação do circo, por volta do ano de 1776, onde os espetáculos seguiam rígida disciplina militar, a caixa dava o ritmo e tudo corria num tempo exato. Para quebrar essa estrutura e assim valorizar a peripécia de seus artistas surge o primeiro palhaço, o recruta atrapalhado, o contraponto.


O que é o Palhaço?

Diferente dos Bozos, Ronalds Mcadonalds, animadores de festas, o palhaço ou Clown (termo inglês): 
É um estado de espírito!

Para ser um bom palhaço, dizem os grandes mestres da Palhaçaria, que:
“Precisamos Saber quem somos”.

O caminho é o auto conhecimento, aceitar os seus ridículos, rir disso e oferecer generosamente ao outro. ”É preciso perder a dignidade pra poder alcançar outro grau de dignidade, onde a generosidade e a fragilidade se fazem presentes”. Contudo, para alcançar esta plenitude, é preciso estar livre das máscaras sociais que adquirimos com o passar do tempo. Um bom exemplo, são as crianças por volta de seus cinco anos - a forma como elas se comunicam com os pais e irmãos, é a mesma como se comunicam com o padeiro da esquina, amigos e outras pessoas de suas relações. Nesta fase, geralmente, elas são livres, soltas, criativas, sem terem sido contaminadas pelas sutilezas ou conveniências sociais. Inquietando o mundo com sua franqueza espontânea. Lembram -se da história da Roupa nova do Imperador? É este olhar sincero, preciso, inconformado, a desvelar não apenas a nudez do rei, mas toda uma farsa ideológica.

Por isso, para o palhaço, as crianças são professores, já que aquele é um observador da vida.
ELE está sempre pronto para captar um flagrante que para os outros passaria despercebido.

Para as Crianças então, ele é uma face de sua própia identificação, um prêmio para alma, imagem que permanece no seu mundo pelos anos afora!
A elas que começam a aprender a se relacionar com a ordem e as regras básicas da convivência em sociedade, o palhaço é um cúmplice. Ele se atrapalha, ele não sabe, ele erra. Então a criança ri porque se identifica, e ao mesmo tempo começa a exercitar seu olhar critico. Rindo ela se sente inserida no mundo das regras.

O palhaço pode significar uma porção de coisas. Para alguns, apenas um idiota pintado, para outros, um artista que faz rir... Mas ele significa muito mais que isso...

O palhaço sempre existiu! Sujeitos atrapalhados, lesos, capazes de espertezas infantis, ágeis e “songa” ao mesmo tempo. O palhaço é uma mentira. Ele é bobo esperto. Romântico, lírico e capaz das maiores vilanias. Ele pode ser cruel e delicado, ingênuo e pícaro.

O palhaço veio de um lugar onde o riso desfaz as tensões e aproxima o homem.

O palhaço é a exposição do ridículo e das fraquezas de cada um. Logo, ele é um tipo pessoal e único.

O palhaço é a mais enlouquecida expressão do cômico.

O palhaço é anárquico por natureza.

O palhaço não representa, ele é!

O que faz lembrar os bobos e os bufões da Idade Média. Não se trata de um personagem, ou seja, uma entidade externa a nós, mas da ampliação e dilatação dos aspectos ingênuos, puros e humanos, portanto "estúpidos", de nosso próprio ser. François Fratellini, membro de tradicional família de palhaços europeus, dizia: "No teatro os comediantes fazem de conta. Nós, os palhaços, fazemos as coisas de verdade."

O trabalho de criação de um palhaço é extremamente doloroso, pois confronta o artista consigo mesmo, colocando à mostra os recantos escondidos de sua pessoa; vem daí seu caráter profundamente humano.

O espanhol Alex Navarro dá alguns exemplos dessa afinidade entre a criança e o palhaço. Vejamos:

Querem ser amadas por seus pais e em geral pelo mundo inteiro. O palhaço pelo seu público.

Querem ser como os adultos e tratam de imitá-los. O palhaço faz o mesmo: deseja integrar-se e tentará parecer-se com as pessoas “adultas e normais”.
São espontâneos e não têm senso do ridículo.

Expressam suas emoções ao máximo e podem passar instantaneamente de uma para outra.

Se uma criança dessa idade, por exemplo, bate com um brinquedo em um móvel, pára um momento e olha seu pai ou sua mãe (para o palhaço, compartilhar com o público). Se seus pais riem, muito bem (êxito), isso significa que deve seguir batendo com o brinquedo; se não riem (fracasso), deve bater com mais força ou então buscar outra maneira, quem sabe bater em outro móvel ou bater no mesmo móvel com outro brinquedo. As crianças, sempre que fazem algo, olham o adulto para compartilhar e buscar sua cumplicidade. Suas atitudes depois dependerão da reação do adulto.

São tremendamente curiosos e qualquer coisa pode surpreendê-los e aluciná-los. Capacidade de assombro do palhaço.

Se lhe dão um brinquedo caríssimo podem tirá-lo da caixa, deixá-lo de lado e passar horas brincando com a caixa e o envoltório. É o mundo ao contrário do palhaço.

Os palhaços são todos iguais?

Cada Palhaço tem sua identidade. O palhaço tem suas roupas largas demais, ou curtas demais, porque estas não as pertenciam; o mesmo acontece com os seus sapatos.

Mas o figurino de um palhaço deve ser o que mais o revela!

O nariz é vermelho, pois quando choramos, ele fica vermelho. Se bebemos ou caímos, o nariz também sinaliza enrubescido.

Infindáveis são os tipos de palhaços que existem ou ainda existirão, pois são como a vida: inusitados, loucos, apaixonantes e insólitos! Mas a principio, essa espécie de artista se classifica em duas ramificações oriundas de dois tipos fundamentais:

O Branco e o Augusto.
O palhaço branco é a encarnação do patrão, o intelectual, a pessoa cerebral. Tradicionalmente, tem rosto branco, vestimenta de lantejoulas (herdada do Arlequim da commedia dell'arte), chapéu cônico e está sempre pronto a ludibriar seu parceiro em cena. Mais modernamente, ele se apresenta de smoking e gravatinha borboleta e é chamado de cabaretier. No Brasil, é conhecido por escada. Um exemplo de branco é Dedé Santana, e o Renato Aragão seria o augusto no Brasil, tony ou tony-excêntrico é o bobo, o eterno perdedor, o ingênuo de boa-fé, o emocional. Ele está sempre sujeito ao domínio do branco, mas, geralmente, supera-o, fazendo triunfar a pureza sobre a malícia, o bem sobre o mal. A relação desses dois tipos de palhaços acaba representando cabalmente a sociedade e o sistema, e isso provoca a identificação do público com o menos favorecido, o augusto.outro exemplo Stan Laurel e Oliver Hardy, mais conhecidos popularmente como o Gordo e o Magro, sim, todos eles palhaços de cara limpa, como também outros mestres de nossa história Charles Chaplin, Buster Keaton entre muitos outros...


No Brasil, além dos já citados, tivemos grandes palhaços como Arrelia, Piolin, Carequinha, Mazzaropi, Oscarito, Benjamim de Oliveira (primeiro palhaço negro do Brasil), entre outros.

Hoje temos na nova geração: Luiz Carlos Vasconcelos (palhaço XUXU - PB), Marcio Libar (palhaço CUT-CUT/RJ), Teatro de Anônimo (RJ), Eduardo Andrade (palhaço Dudu-RJ), Léo Carnevale (palhaço Chodó-RJ), Os Parlapatões (SP), Galpão (MG), Lume (Campinas –SP), Pé de Vento (Florianópolis-SC), Adelvane Néia (palhaça Margarida - Campinas –SP), As Marias da Graça (grupo de palhaças-RJ), Os Irmãos Brothers (RJ), Ieda Dantas (palhaço Dr. Giramundo-RJ), Fuzarca da Lira (RJ), Cia dos Gestos (RJ), Ana Luisa Cardoso (palhaça Margarita- RJ), As comediantes(RJ), Mônica Muller(palhaça Lili Penteado- RJ), Ângela Castro(RJ), Claudia Câmara(palhaça Julia Koko- RJ)entre outro muitos espalhados por esse enrome BRASIL...
Alem dos internacionais como Leo Bassi (Itália), Tomate (Argentina), Pepe Nuñez (Espanha), Chacovachi (Argentina), entre muitos outros por este mundo a fora que seria impossivel citar aqui...




A Arte de Fazer Rir


Acordar de manhã e mesmo não estando bem, rir.
sair de casa cheio de problemas, e fazer uma criança sorrir.
isto é ser palhaço, ser palhaço é se quer poder chorar
palhaço não tem problemas, palhaço está sempre feliz
ser palhaço se não for a mais difícil profissão é uma delas
pois mesmo chorando em casa, tendo dificuldades 
você deve estar feliz e sorrindo, pois a platéia te espera
e está quando ri, sorri de coração as crianças enchergam no palhaço
a brincadeira, e a pureza de uma pessoa que só quer sorrir.
palhaço, a arte de fazer sorrir com ou sem fantasia.


"Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca em nível mais alto do que o de qualquer político."